Crazy Fan Book's

resenha de livros nacionais e estrangeiros

Razão e Sensibilidade

Razão e Sensibilidade Book Cover Razão e Sensibilidade
Jane Austen
Literatura Estrangeira / Romance
Barnes & Noble
9781435103191
Hardcover
187
Sense and Sensibility

Este foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público. Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos em busca por um final feliz.

 

“I have not wanted syllables where actions have spoken so plainly.”

 

Incrível a sensação que me toma ao ler os romances de Jane. Transportada a um tempo onde tudo era visto e acompanhado por todos, onde a educação e os bons costumes prevaleciam, onde os romances aconteciam nas trocas de olhares, sorrisos, caminhadas, cartas. Tão romântico!!!!

O único detalhe que me incomoda demais é a importância de se casar com alguém que ofereça estabilidade e conforto independente de ser capaz de dar amor ou afeto. Esses casamentos arranjados eram muito práticos e só traziam felicidade em caso de sorte.

Sorte de se encontrar e de encontrar no/a prometido/a sua cara metade.

Jane Austen dispensa apresentações e é uma de minhas autoras favoritas, acredito que todos os seus livros já tenham virado filmes e/ou minisséries – assisti a poucos deles, até então.

 

“If a book is well written, I always find it too short.”

Este romance não chega a ser previsível, como é de se esperar em alguns romances de época. Começou a ser escrito por Jane por volta de 1795 quando ela tinha apenas 19 anos (aí você para pra pensar o que já fez com a sua vida, o qua anda fazendo e que marca você deixará para o futuro? Fico frustada…rss) e foi publicado em 1811 assinado com seu pseudônimo A. Layd.

Meu livro é na verdade um conjunto com 7 histórias de Jane (7 Novels), uma edição de luxo, em inglês, capa dura da editora Barns & Noble, que acho linda demais, só peca para o tamanho das letras que são bem pequenas para o livro não ficar ainda mais pesado (1232 páginas). As folhas são creme, douradas nas laterais e vem com uma fitinha pra marcar as páginas. Não dispenso meus marcadores de livro mas essa fitas são muito úteis.

Conta a história da família dos Sr. e Sra. Dashwood e suas filhas Elinor, Marianne e Margaret que viviam em Sunssex e após a morte do pai (Sr. Henry) se veem impelidas a mudar de cidade com sua mãe e começar uma vida mais modesta, já que seu meio irmão, influenciado por sua mulher (Fanny) não cumpre com a promessa feita ao pais de cuidar de sua madrasta e de suas meia irmãs.

 

“But remember that the pain of parting from friends will be felt by everybody at times, whatever be their education or state. Know your own happiness.”

Muitos personagens fazem parte dessa história já que o forte da época era a vida em sociedade mas o foco são as duas irmãs Elinor representando o senso/prudência e Marianne a emoção/sensibilidade. Durante a narrativa a personalidade das personagens se torna muito evidente.

Embora essa história já esteja mais que conhecida pelo público não vou contar os detalhes, você precisa conhecer, caso ainda não tenha lido e aprecie romances. Se quiser spoiller na Wkipedia tem riqueza de detalhes, mas acho que isso tira toda a diversão.

É uma leitura tranquila, as coisas vão acontecendo aos poucos, existem muitos momentos de reflexão e a falta de uma conversa direta e definitiva – característica dos dias de hoje – favorecem alguns mal entendidos. Mas muita coisa acontece na história, até porque conta com muitos personagens.

 

“The more I know of the world, the more I am convinced that I shall never see a man whom I can really love. I require so much!”

Como leitora foi impossível não oscilar emoções do amor ao ódio, ou pelo menos a decepção em certas situações.

Os mocinhos não são tão mocinhos o que acabou me fazendo cair nas mesmas armadilhas que as irmãs Dashwood.

 

“It isn’t what we say or think that defines us, but what we do.”

É um romance clássico e não é piegas, traz todo o tititi da vida em sociedade da época, um pouco de ingenuidade, bailes e reuniões, um livro para se deixar levar, se deixar transportar a outra época com toda sua elegância e peculiaridades.

Super recomendo!

Eu volto!

Xoxo

 

“I wish, as well as everybody else, to be perfectly happy; but, like everybody else, it must be in my own way.”

 

Quanto ao filme…

Sense and Sensibility - Filme

 

Ainda não assisti nenhuma versão do filme mas procurei na internet e pretendo assistir a versão de 1995 com as atrizes Emma Thompson e Kate Winslet, lindas, talentosas e que adoro!!! Não tem como ser ruim! (Fotos retiradas da internet)

 

Sense and Sensibility - Filme 2

 

Assim que o fizer, volto para contar.

 

Foto da autora:

310px-Jane_Austen_coloured_version

 

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