Crazy Fan Book's

resenha de livros nacionais e estrangeiros

Not My Father’s Son

Not My Father’s Son Book Cover Not My Father’s Son
Alan Cumming
Literatura Estrangeira / Biografias e Memórias
Dey St.
978006222506-1
Hardcover
296

In his unique and engaging voice, the acclaimed actor of stage and screen shares the emotional story of his complicated relationship with his father and the deeply buried family secrets that shaped his life and career.

A beloved star of stage, television, and film—“one of the most fun people in show business” (Timemagazine)—Alan Cumming is a successful artist whose diversity and fearlessness is unparalleled. His success masks a painful childhood growing up under the heavy rule of an emotionally and physically abusive father—a relationship that tormented him long into adulthood.

When television producers in the UK approached him to appear on a popular celebrity genealogy show in 2010, Alan enthusiastically agreed. He hoped the show would solve a family mystery involving his maternal grandfather, a celebrated WWII hero who disappeared in the Far East. But as the truth of his family ancestors revealed itself, Alan learned far more than he bargained for about himself, his past, and his own father.

With ribald humor, wit, and incredible insight, Alan seamlessly moves back and forth in time, integrating stories from his childhood in Scotland and his experiences today as a film, television, and theater star. At times suspenseful, deeply moving, and wickedly funny, Not My Father’s Son will make readers laugh even as it breaks their hearts.

 

“Everything we liked or wanted or felt joy in had to be hidden or suppressed. I’m sad to say that this method works. If you don’t give as much credence or value to whatever it is that you love, it hurts less when it is inevitably taken from you.”

 

Adoro o ator e agora que conheço um pouco de sua difícil trajetória o admiro ainda mais.

Alan relata como foi sua vida desde a infância até os dias atuais. Embora já tivesse escutado comentários a respeito na mídia sobre o que esperar, impossível não me afetar por sua história.

É incrível como tv e cinema é um conto de fadas. Sabemos que é mentira, mas de alguma forma é fácil acreditar que aqueles atores e atrizes dedicados ao trabalho são tão felizes quanto aparentam.

Claro que cada caso é um caso e livros de memórias, em geral, nos dão uma perspectiva mais realista da vida da pessoa por traz do trabalho e é aí que as histórias se particularizam.

Não tenho a intensão de contar detalhes da história mais vou tentar atrair seu interesse pelo livro, já que o indico sem dúvida nenhuma e de tão envolvida não fui capaz de conter meus comentários e posso ter dito mais do que pretendia; quanto a isso peço desculpas!

Que eu saiba, até o momento, você só conseguirá cópias dele fora do país mais acredito que não demorará muito para que o lancem por aqui. Por isso, fique ligado(a).

Logo que esse livro lançou fui correndo por minhas mãos. Comprei na pré-venda da amazon.com, minha versão é capa dura e é linda! Folhas amareladas, papel reciclado creme, letras pretinhas e pequenas, não são minhas preferidas mas não tive dificuldades em minha leitura. Logo que comprei recebi os primeiro capítulo na versão Kindle para ir lendo enquanto o livro não chegava, o que foi ótimo!

Um dos papéis em que o ator tem aparecido com destaque é na série “The Good Wife” (CBS) [que também adoro e recomendo], em que interpreta Eli Gold, um competente chefe de campanha estratégica e gerenciador de crises e segue como chefe do estado. Alan começou na série como ator secundário e logo na 2ª temporada foi convidado a participar do elenco fixo da série.

 

The-Good-Wife-

 

Pude assistir a outros trabalhos do ator e o cara é sensacional! Pesquisando sobre ele, descobri que escreveu outros 2 livros: “Tommy’s Tale” em 2002 sobre a vida de um bissexual londrino; “May The Foreskin Be With You” em 2013 onde explica porque para ele não faz sentido a circuncisão em crianças. Prática recorrente nos EUA. Os quais não tive oportunidade de ler ainda.

 

tommys-tale-novel-alan-cumming-paperback-cover-art download

 

Escocês e cidadão americano desde 2008, cresceu em uma fazenda com os pais e o irmão.

Pelo título do livro você tem uma ideia do foco da história “Não sou filho do meu pai”.

Alan, Tom, e Mary Darling passaram muitos anos compartilhando uma vida de obrigações e tirania, que os afetou de forma tão profunda que o tempo não foi capaz de cicatrizar completamente. No decorrer da leitura é fácil notar quão forte eram seus laços e me pareceram que os dois (mãe e irmão) eram seus pontos de equilíbrio ao logo de seu desenvolvimento.

Apesar da infância difícil, Alan aprendeu a seguir sozinho atrás de um futuro que fosse sua própria escolha e através de seu trabalho, que começou no teatro, ele superou suas próprias expectativas e hoje é um homem de sucesso em sua carreira de ator e em outros empreendimentos pessoais.

Em inúmeras vezes expressa palavras carinhosas sobre sua mãe, cujo nome ele diz ter tudo haver com ela, pois ela é querida!

“She isn’t Mary, she is Mary Darling…
She is a darling”.

Ele é que é um fofo!!! Oohhh

 

Logo no início da leitura ele comenta sobre sua semelhança física com o Primeiro Lord de Cawdor – John Campbell. Seus amigos logo que voltavam de uma visita ao palácio de John não conseguiam evitar os comentários sobre a semelhança entre eles e enviavam fotos para provar a descoberta.

No livro existe uma foto de John mas procurei a mesma na internet para poder postar aqui pra que você possa comparar.

 

dr John Campbell, 1st Lord Cawdor, by Sir Joshua Reynolds, 1778

 

Realmente muito parecidos, devem ter algum grau de parentesco, embora Alan desconheça.

Alan_Cumming

 

 

 

 

 

Ao atual marido Grant Shaffer, Alan é só elogios. Disse ser a pessoa mais amável e engraçada que já conheceu.

Foi casado também com a atriz Hilary Lyen com quem viveu por 8 anos.

Participou em 2010 do programa da BBC “Who do you think you are?”, onde pode conhecer um pouco sobre o passado de seu avô, que para ele era um mistério até então. [Estou louca para assistir!!]

 

“Sometimes the worst thing about change is the shock of the change itself and not actually the new circumstances. Perhaps because of the Tommy Darling, genetically and the rough his legacy, I embrace change, I never take anything for granted, and I never forget how lucky I have been, and am.”

 

O livro apresenta algumas fotos do arquivo pessoal do ator.

Apesar de contar vários momentos de sua vida, o livro alterna entre dois personagens, seu pai e seu avô, ambos um mistério em sua mente por razões distintas.

É um livro intenso. Uma das coisas que me agradou é que não é uma biografia baseada só nas coisas positivas e sim em conflitos pessoais pelos quais Alan passou ao longo dos anos, o que o aproxima de nós – pessoas comuns – e o torna mais humano aos olhos do leitor.

 

“So the box in the attic stayed up there, gathering dust, neglected. Eventually I think we forgot about it completely. But the thing about boxes full of denial and years of unresolved pain and hurt is that eventually… they explode.”

 

A história é contada em 1ª pessoa e alterna entre passado e presente.

Ao final do livro Alan conclui que espera que sua história (sua infância sofrida) continue sendo vista como algo inaceitável e nunca vista como uma circunstância comum a qual as pessoas acabam aceitando com o passar do tempo.

Foi uma experiência boa para mim esta leitura, mesmo quando me senti furiosa ou deprimida com alguns relatos. De certo modo fez eu me sentir ainda mais agradecida aos meus pais por todo amor que sempre recebi e continuo a receber deles. É muito importante ter alguém com quem contar e alguém que lhe mostre que você é especial e tem valor.

 

“… having two such opposing messages, although confusing, was ultimately pretty health. My father told me I was worthless, my mother that I was precious. They couldn’t both be right, but they evened each other out and I began to make my own mind up, not just about myself but about everything that was going on around me. I think this was also good training for my future career. I didn’t fully believe what either of my parents said about me, and I’ve taken that approach in dealing with critics of my work. – “if You believe the good ones, you have to believe the bad ones” – is my mantra. The most important opinion, of both my work and my conduct in life, is my own.”

 

Tenho certeza que você também apreciará esta história!

 

Eu volto!

xoxo

 

Foto do autor:

Alan Cumming 1

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>